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Quem chama? O Call Announcer te diz

segunda-feira, 22 de julho de 2013
Descrição da imagem: A imagem de fundo branco mostra dois smartphone. O primeiro aparece de lado, encostado no segundo, que está de frente, ligado. No topo se lê Samsung. Na tela aparece um quadro azul com marcando 12:45. Dentro do quadro, no canto inferior direito, aparece um sol cercado de algumas nuvens. Abaixo, fora do quadro, aparece os ícones de alguns aplicativos. Fim da descrição.
Buenas, para falar tudo o que acontece no celular, se não estamos falando de iPhone (que tem acessibilidade de alto nível para pessoas com deficiência visual), existem vários programinhas. Alguns muito caros. Outros gratuitos. Esse não ajuda 100% as pessoas com deficiência visual mas quebra um galhão na hora de saber quem está ligando para quem em baixa visão ou para qualquer um que não quer se dar ao luxo de olhar para o visor para saber quem está ligando.

Call Announcer é um aplicativo gratuito, muito fácil de configurar. Além de ler o nome ou número de quem está ligando (se o número for privado ele diz apenas "null") ele lê mensagens de texto, se você quiser. Ele tem uma versão paga mas a única diferença é que essa não tem anúncios. 

Como eu tenho o SVOX Luciana, meu aplicativo fala inglês com sotaque português. A voz do Google lê "incoming call from" e o nome/número de quem está te ligando. Pra mim, uma mão na roda. Principalmente se eu estou longe do celular. Não preciso levantar para saber quem quer falar comigo e, pra ser sincera, dependendo de quem se trata, eu nem atendo!

Nome: Call Announcer
Tipo de deficiência: visual
Pessoas sem deficiência
Função: ler o nome dos contatos que te liga e mensagens recebidas.
Minha avaliação: de 1 a 5 → 4
Sistema operacional: Android
Preço: gratuito - na versão com anúncios
Pago - na versão sem anúncios - R$ 3,04
Desenvolvedor: Codean Software
contato: codeansoftware@gmail.com
Link para download no Google Play

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Homenagem à Adevis: Como foi a primeira Audiodescrição da Câmara de Novo Hamburgo

sábado, 29 de junho de 2013


Esse espaço, como muitas vezes já falei, antes de tratar sobre aplicativos de celular para pessoas com deficiência, trata de acessibilidade. E, algo que eu tenho que compartilhar aqui, em função dessa missão é que, no dia 25 de junho, a Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, contou com Audiodescrição durante uma sessão com homenagem. Nesse dia, a Associação dos Deficientes Visuais de Novo Hamburgo (Adevis-NH) completou 25 anos. Razão pela qual o vereador Raul Cassel rendeu-lhes o reconhecimento, merecido, pelo trabalho realizado ao longo dos anos.

A ocasião foi uma oportunidade para que pudéssemos levar à Câmara a consciência de que acessibilizar os espaços é preciso. Desta forma, juntamente com o Ricardo Sewaald, presidente da Adevis, começamos a formatar uma maneira de disponibilizarmos a audiodescrição dos recursos multimídia. 

Como muitos sabem, em Março, iniciei um curso de Audiodescrição tendo como professores os consultores da Tagarellas Produções. Em maio, pelo Programa Incluir, da UFRGS, tive a oportunidade de um aperfeiçoamento com quem considero a mãe da AD no Brasil: professora Lívia Motta (Ver com Palavras). Ou seja, mesmo não sendo Audiodescritora formada, de acordo com os critérios do Código Brasileiro de Ocupações - critérios ainda em discussão -  eu tinha uma boa noção da técnica e muito boa vontade. O que faltava? Botar o bloco na rua.

Processo de construção do roteiro

A Audiodescrição não é espetáculo. É prestação de serviço. Um recurso de acessibilidade que deve ser utilizado como tal. Tudo o que envolve a audiodescrição tem que ser encarado com muita seriedade, afinal de contas se tem a responsabilidade de construir imagens para as pessoas que não tem como visualizá-las.

Alguns dias antes, fui até a Câmara para conhecer o local. O objetivo era descrever o local para apresentá-lo a quem, mesmo estando ali, não faz ideia de como ele seja. Para isso, fotografei o plenário e fiz alguns vídeos. Porém, mesmo com esse trabalho prévio, vi que fui traída pelos registros diversas vezes. Texturas e disposições que na foto pareciam uma coisa mas pessoalmente eram outra. 

Para me ajudar na construção do roteiro, contei com a amiga Lucimara Alves, integrante da Adevis que, embora tenha nascido sem o sentido da visão, tem uma visão de mundo fantástica. O trabalho dela, na revisão roteiro era me mostrar onde as coisas estavam difíceis de serem compreendidas. Um trabalho fundamental para a AD, o qual ela desempenhou lindamente.

Depois de fazer a AD do plenário, havia a missão mais complexa que era audiodescrever o recurso multimídia. Doze slides, quatro fotos, seis minutos. Super possível, graças a ajuda da Lucimara e também da Maximara Ribeiro, estagiária do PIM que também se dispôs a ajudar no processo, inclusive revisando o roteiro, apontando alguns pontos  que sempre é passível de erro.

Os desafios dessa audiodescrição

No dia da homenagem, cheguei bem cedo, com a assessora do vereador que, aliás, assim como toda a equipe, deram um apoio incondicional para possibilitar o recurso. A AD seria aberta por vários motivos, mas o maior deles era para mostrar aos parlamentares o que era a audiodescrição e a importância dela. 

Porém, o evento, contava com alguns desafios:

  • A AD era aberta. Por esse motivo, em muitos momentos, eu não podia intervir. Sobretudo nos instantes de silêncio porque, ao mesmo tempo, havia a transmissão para a TV. Em diversos momentos a jornalista da Câmara fazia entradas ao vivo e, logicamente, eu não poderia falar nada porque, nesse caso, o audio vazaria para a TV e atrapalharia a transmissão.

  • A sessão da Câmara é bastante óbvia e, não está nas atribuições da AD descrever obviedades. Todos os acontecimentos, por uma questão de protocolo, são previamente anunciados e, desta forma, o trabalho da AD se restringe a observar. Porém, se a AD fosse com fones, poderíamos acrescentar informações bastante precisas e relevantes para os presentes.

  • A sessão, como eu já havia comentando, estava sendo transmitida pela TV Câmara. Diante de uma AD aberta, para quem estava em casa, mesmo sabendo o que iria acontecer, o estranhamento se dá porque o que está passando na TV é, não raras as vezes, diferente do que está acontecendo na minha frente. Isso devido à edição feita durante a transmissão. Então em muitos momentos houve esse desencontro entre imagens e som para que estava assistindo.

  • Eu estava tensa. O que seria bastante normal. Porém essa tensão ficou refletida  na voz que, por mais que se lembre de todas as técnicas, o instinto dá um jeito de acabar com elas. Ainda mais sendo a primeira vez, tanto minha quanto da Casa Legislativa, provavelmente do Estado ou do Brasil. Quer dizer, a missão era grande e deveria ser cumprida. O tempo, curto. O nervosismo, grande. Mas, pelo feedback que tive, entre mortos e feridos salvaram-se todos.

O recurso

Bom, como temos tempo aqui no blog e você não está com pressa, faço questão de postar a apresentação multimídia que foi vista na Câmara e, juntamente, posto o roteiro dessa audiodescrição. Dessa forma, se conhece o recurso e fica aberto para dúvidas e sugestões. Assim, as pessoas com deficiência visual devem acessar esse link que é o link do roteiro uma vez que o SlideShare - recurso que usei para disponibilizar a apresentação, infelizmente, não é acessível. 




O resultado - Em fotos
Créditos: Jorge Boruszewsky/CM.
Todas as fotos foram tiradas no Plenário Osvaldo Luiz Bender - Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo - RS no dia 25 de junho de 2013. Fotos coloridas, retangulares. Descrição básica disponível para leitores de tela. Para ler, coloque o mouse sobre a imagem. 

Descrição da Imagem: Na foto vemos o vereador Raul Cassel em pé, ao lado da tribuna de honra. Em sua frente, à direita de Cassel, o coordenador de políticas públicas Darwin Kremer. À esquerda de Cassel, sentados, o presidente da Adevis-NH, Ricardo Sewaald. Ele segura o estojo da placa de homenagem na mão esquerda e a bengala branca articulada fechada. Ao seu lado, sua esposa, Lucimara Alves. O fundo é de madeira clara com filetes verticais. Fim da descrição.

Descrição da Imagem: Na foto, o presidente da Adevis NH, sentado na tribuna de honra. Ao seu lado, sua esposa Lucimara Alves. Ela está com sua mão direita delicadamente repousada sobre o braço esquerdo do marido. Na mureta, em frente à tribuna de honra, esta a placa de homenagem recebida, aberta. Ela fica em pé, apoiada em um estojo de veludo preto. em frente à Lucimara, um copo de agua, alto e cilíndrico, quase cheio. O fundo é em madeira clara com filetes verticais regulares. Fim da descrição.

Descrição da imagem: Na foto, a estagiária de jornalismo do gabinete do Vereador Raul Cassel, Bruna Matana, conduz o presidente da Adevis, Ricardo Sewaald, à tribuna de honra. Fim da descrição.












Na mídia:

Adevis comemora 25 anos com homenagem audiodescrita
Blog da Audiodescrição - 24 de junho de 2013

Adevis é homenageada pelos seus 25 anos de fundação
Portal da Câmara - 25 de junho de 2013

Adevis é homenageada - Jornal Canudos
28 de junho de 2013

(A matéria não está disponível em outro formato online senão no Calameo, um agregador de publicações. O formato não é acessível. Pode ser visto nesse link)

Foto do printe da tela na qual aparece uma matéria do jornal Canudos. A foto é colorida, retangular, de bordas arrendondas, delimitado por um fio preto e fino. Nela, vemos o vereador Raul Cassel em pé, ao lado da tribuna de honra. Em sua frente, à direita de Cassel, o coordenador de políticas públicas Darwin Kremer. À esquerda de Cassel, sentados, o presidente da Adevis-NH, Ricardo Sewaald. Ele segura o estojo da placa de homenagem na mão esquerda e a bengala branca articulada fechada. Ao seu lado, sua esposa, Lucimara Alves. O fundo é de madeira clara com filetes verticais.. Abaixo, texto em duas colunas.

Em breve, o trecho da audiodescrição em vídeo e outras matérias sobre o assunto.

Agradecimentos:

À equipe da Tagarellas Produções que me colocaram nesse caminho da Audiodescrição. Espero nunca decepcionar esses mestres que tanto me apoiam nessa caminhada que ainda tenho muito que aprender. 

À Câmara de Vereadores, na figura da assessora Andrea Braum, da Cerimonialista Vera Bierk e da estagiária de jornalismo, Bruna Mattana que durante todo o evento prestaram uma assistência que, sem ela, teria sido impossível de realizar essa AD. Assim como a equipe técnica da TV Câmara, pela paciência, simpatia e apoio logístico. 

Ao Paulo Romeu, do Blog da Audiodescrição que fez a divulgação do evento em um espaço tao nobre para os pesquisadores do recurso. Honrada pelo crédito.

Ao secretário municipal de Saude de Novo Hamburgo, Luis Carlos Bolzan, que ao ser comunicado e por acreditar na ideia, gentilmente me cedeu para esse trabalho na Câmara de Novo Hamburgo. Assim como à Maximara Ribeiro pelo apoio técnico.

À Lucimara Alves pela revisão de roteiro e todos os lapsos que as minhas noites em claro deixaram a desejar nele. 

Ao amigos que compareceram na Câmara para prestigiar a homenagem, funcionários, voluntários, membros da Associação e pessoas que entendem a importância da Adevis para a comunidade. 

E sobretudo à Adevis por me honrar com essa oportunidade tão nobre em uma data tão importante para a entidade.


Descrição da imagem: Na foto colorida quadrada, Vemos Fernando, da cintura para cima. Rapaz jovem, loiro, cabelos curtos  lisos. Sobre sua cabeça aparece parte do óculos estilo surfista. Ele tem olhos azuis, nariz fino e um sorriso aberto, de dentes retos e brancos. Seu rosto, de pele bem clara, está virado para a direita.  Alto e de porte atlético, Fernando veste uma camiseta azul clara com gola redonda, de mangas curtas. A mão direita de Fernando  segura com firmeza a base superior de uma bengala. O fundo é branco... e a saudade que sinto, impossível de ser descrita. Fim da descrição
Esta audiodescrição, de minha parte, dedico ao Fernando Warnner,  por ser a mola propulsora de muitos dos meus planos em relação à acessibilidade. Quando o desânimo bate, juntamente com a vontade de desistir, eu lembro do entusiasmo desse menino ao saber que, com acessibilidade, era possível ter uma nova perspectiva de vida, independente da deficiência visual. É isso que me move. Que me faz continuar. Até quando? Não sei... mas enquanto me for possível é por isso que quero lutar: um mundo todo para todo mundo. 


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Vocal Calculator: a calculadora acionada pelo som da sua voz

domingo, 21 de abril de 2013
Descrição da imagem: Tela retangular, na vertical. Na parte superior, uma linha preta na qual tem vários ícones referentes à tela do smartphone. Abaixo, uma linha com uma propaganda do Google para baixar o aplicativo OLX. Abaixo dessa propaganda, em letras pretas, a frase em inglês "Says calculations to do". Abaixo da frase um botão vertical cinza, de aproximadamente 1 centímentro, no qual tem a abreaviação "desativ." e uma luz verde abaixo da palavra. Quase no meio da tela, um círculo preto com um microfone antigo em vermelho bem no centro desse círculo e uma linha verde oblíqua sobre o desenho todo. Abaixo se vê 324 x 938 = 332052. Na parte inferior da tela, um botão cinza, semelhante ao primeiro, onde se lê a palavra em inglês "Setting". Fim da descrição.


Eu nunca fui muito boa em matemática embora, dentro da disciplina, meu assunto favorito fosse geometria espacial, produtos notáveis e todas as variáveis de regras de três. Para entender como a coisa toda funcionava eu tinha que desenhar o objeto e, somente a partir daí, fazer os cálculos. Nesse ponto, era dez na  certa. 

Mesmo tendo seguido a carreira de jornalista nunca consegui me livrar das calculadoras. Acredito que ninguém consegue independente do que escolhe fazer na vida. Porém algumas pessoas, por ter deficiência visual ou até mesmo motora, não tem como ficar apertando os minúsculos botõeszinhos dessas máquinas. Aí entra Vocal Calculator.
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[vídeo] Audiodescrição: documentário, dicas de blog e minha mais nova paixão

terça-feira, 26 de março de 2013
Descrição da imagem: fundo preto. em branco escrito em braile na primeira linha e cursivo na segunda linha o título do documentário produzido pela TVBR: Ver além. Fim da Descrição.

Não, este blog não está abandonado. Quem está abandonado é o meu notebook que, como todo eletroeletrônico moderno um dia acaba parando na assistência técnica e fica lá, esperando um orçamento e a boa vontade dos técnicos de plantão.

Mas a gente dá um jeito de fazer o que se pode ser feito. Nem sempre é possível. Por isso, peço desculpas pela demora nas atualizações. Não está fácil pra ninguém. Meus outros blogs e redes sociais também estão de férias forçadas por conta desse problema técnico.

Mas, deixando a lamentação de lado, quero compartilhar algo muito bacana com vocês, já que esse blog não fala apenas de aplicativos mas também de acessibilidade e cidadania. Comecei o curso de Audiodescrição. E me sinto muito honrada em dizer isso porque a equipe que promove o curso, todos os sábados pela manhã é a mesma que tornou acessível o premiadíssimo longa Colegas (lembram do lance do #VEMSEANPEAN?): a Tagarellas.

O curso é apaixonante porque conta com uma galera bem diversificada, das mais diversas áreas: atores, atrizes, jornalistas, pessoas ligadas à saúde, educação entidades governamentais e apaixonados pela causa.

Para quem ainda não sabe, a audiodescrição é um recurso que permite a pessoas cegas, baixa visão, idosos ou pessoas que por algum motivo, seja físico ou cognitivo, produtos culturais, apresentações audiovisuais, obras em gerais. 

“Tudo que pode ser visto pode ser descrito”, (Mil Palavras).

A aplicabilidade da audiodescrição é infinita bastando para isso, criatividade, técnica e bons projetos. Incluir a pessoa com deficiência não é difícil desde que se tenha boa vontade. No meu caso, a aplicação desse recurso será no serviço público já que faço parte do Conselho dos Direitos e Cidadania das Pessoas com Deficiência, sou voluntária na Associação dos Deficientes Visuais de Novo Hamburgo e trabalho na Secretaria da Saúde local.

Um ótimo exemplo, e é aí que quero chegar, é esse pequeno documentário produzido pela TV Nacional Brasil (TVNBR) no domingo, dia 24, Ver Além. Ele conta com o recurso da audiodescrição e trata de como as pessoas cegas superaram suas limitações.  Para assistir, clique no player abaixo ou no link direto para o canal do Youtube.


Dicas de blogs para conhecer mais sobre audiodescrição:



Sobre o curso que estou fazendo... uma palhinha para se apaixonar http://educadfaced.blogspot.com.br

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EqualEyes - Adapta seu smartphone para quem tem baixa visão

segunda-feira, 11 de março de 2013
Descrição da imagem: tela fundo preto. Divido em duas colunas com cinco desenhos na vertical cada uma. Em baixo de cada desenho, a definição em do desenho em inglês. Na primeira coluna um fone de telefone, um bonequinho para representar agendas, um relógio, um mapa, uma seta apontando para a esquerda para indicar a página anterior. Na coluna, dois uma agenda para mostrar as chamadas efetuadas, um balão de diálogo para mostrar mensagens, um relogio com alarme, um "I" para mostrar informações e uma seta para a direita para mostra a próxima página.  Fim da Descrição

Nessas minhas vivências de testar inúmeros aplicativos é comum eu ver a descrição dele na página do Google Play, criar uma expectativa razoável e ser totalmente decepcionada. Aconteceu diversas vezes. Muitas eu acabo nem escrevendo a respeito porque o aplicativo é tão ruim que, sinceramente, me constrange colocá-lo no blog. Mas, se o meu objetivo é prestar serviço, acho que tenho que falar de aplicativos ruins também, justamente para que os desenvolvedores possam aprimorar seus produtos e que os consumidores possam avaliar se estou certa ou errada na minha crítica. 

A questão é que o Equal Eyes se propõe a ser um lancher (aplicativo que muda totalmente o visual nativo do seu smartphone) feito para pessoas cegas, com problemas de baixa visão e outras deficiências. Ao testar, pra mim, ele falhou miseravelmente nos seus objetivos. 

Ele tem um visual simples, em alto contraste, preto e branco. Os ícones na tela são enormes, fáceis de serem identificados e isso facilita muito para quem tem baixa visão. Além disso, suporta sintetizador de voz. Porém, embora a interface seja bonita, a voz fala apenas em inglês. Assim como tudo escrito. Então nós, brasileiros, se torna inviável porque a pronúncia de um vocalizador em português falando em inglês não tem como entender. 

Mas supondo que você consiga tirar isso de letra, existe outro empecilho  para as pessoas cegas, não tem como ficar adivinhando onde estão os botões. Sem contar que o primeiro toque é apenas para marcar e para selecionar é preciso clicar duas vezes bem rápido, o que para pessoas com deficiência não é muito prático. 

Eu confesso que não consegui enviar uma reles mensagem justamente por conta desse toque resistivo. Não consegui fazer muita coisa nem com os olhos abertos e nem fechados. Portanto, não cumpre o que promete. Por enquanto, o melhorzinho para pessoas com problema de baixa visão, o melhor até o momento é o Big Laucher.


Detalhes do aplicativo:

Nome: EqualEyes 
Tipo de deficiência: Visual
Função: Altera o visual do smartphone
Minha avaliação: 1 de 5 - 1
Sistema operacional: Android
Preço: Gratuito
Desenvolvedor: EqualEyes Solutions ltd.
Contato: contact@equaleyes.com



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Identificador de notas de real para android: Tandera Dinheiro

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Descrição da imagem: tela do android: no meio, uma nota de dois real e na parte superior o número dois em amarelo. É apenas isso que aparece quando o aplicativo é acionado já que o forte dele é  o som e não a imagem. Fim da descrição.

Faz tempo que procuro um aplicativo na Google Play Store que pudesse reconhecer notas de real. Só encontrava aplicativos que reconheciam Euro e Dólar. O Tandera Dinheiro veio para suprir essa lacuna com muita simplicidade.
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Apple: Respeito pelos usuários é traduzido em acessibilidade total de seus produtos (texto de @marcusvinicios6 )

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Este blog me surpreende e, por que não dizer, me emociona a cada dia. Um bom exemplo disso foi um e-mail que recebi de um rapaz – que agora é um amigo – chamado Marcus Vinicios que, despretensiosamente  me enviou uma sugestão de pauta: falar sobre aplicativos para iOS. Como diria Humberto Gessinger na música Pra Ser Sincero, “eu fui sincera como não se pode ser...” dizendo que, infelizmente, me faltava era um produto Apple já que todos os testes que faço são no meu modesto Samsung Galaxy. Porém ficaria muito contente se ele compartilhasse a experiência que ele tem com os produtos da Apple e a sua acessibilidade ímpar. E, sem exitar foi o que ele fez em um texto lindo e emocionante. Daqueles que servem para incentivar muitas empresas a pensar SEMPRE em acessibilidade antes de desenvolver o seu produto. Com vocês, Marcus Vinicius. 

descrição da imagem: imagem retangular. fundo branco com apenas dois elementos. do lado esquerdo o simbolo da empresa Apple, que é uma maçã prateada sem um pedaço em meia-lua como se tivesse sido mordida. Do lado direito, um circulo azul e no meio um boneco branco de braços abertos, sem detalhes. simbolizando a acessibilidade dos produtos.


Texto: Marcus Vinicios

Meu nome é Marcus Vinicios e escrevo do Rio de Janeiro. Hoje vou contar-lhes um pouco sobre minha experiência com a Apple, seus produtos e a acessibilidade nos mesmos.

Como sabem, a Apple desenvolve um leitor de tela chamado VoiceOver (VO). Primeiramente, esse leitor foi lançado para o Mac OS X e, em 2009, foi lançado para iPhone 3GS. O VO foi o primeiro leitor de tela a permitir que uma pessoa cega pudesse utilizar normalmente um dispositivo touchscreen.

Não se sabe exatamente como a Apple decidiu desenvolver um leitor de tela, mas segundo relatos foi o próprio Steve Jobs quem queria que seus produtos fossem os mais acessíveis possível. Desde 2009 a Apple integrou o VO ao iPhone 3GS, logo em seu lançamento. Foi muito comentado na época. Desde então, o VO está disponível em todos os produtos da Apple gratuitamente. Em minha opinião, o iOS é o sistema mobile mais acessível para deficientes visuais. Seus gestos são completamente intuitivos e práticos.

Comprei meu primeiro iPhone em 2010 e, desde então, já adquiri outros produtos da Apple. Em 2010, quando decidi comprar um novo telefone celular, os tão comentados Smartphones, ficava pensando: "Como um cego pode utilizar um Smartphone touchscreen? IMPOSSÍVEL!". Os celulares da Nokia já estavam se tornando obsoletos e, os leitores de tela disponíveis para Symbian, eram caríssimos, desenvolvidos por terceiros e não funcionavam muito bem com dispositivos touchscreen. Pensei: "Será que um Smartphone Android possui uma acessibilidade plena?". Não sabia nada sobre a acessibilidade neste sistema operacional. 
descrição da imagem: impressão da tela do site da apple no qual mostra uma mão segurando um iPad no ar e balões de diálogo em inglês, indicando a navegação pelos aplicativos. Do lado direito da imagem, a informação de que o voiceover fala 36 idiomas e a incrível lista desses 36 que além de português brasileiro, de portugual inclui romeno, eslovaco, indonésio, checo e até Flamenco! Fim da descrição

Felizmente, depois de muito procurar e encontrar vendedores que nem sabiam o que é um leitor de tela, encontrei um vendedor chamado José. Foi o melhor vendedor que já encontrei até hoje! Ele sabia tudo sobre acessibilidade. Aprendeu sozinho e por vontade própria, pois nunca recebeu nenhum treinamento a respeito. Perguntei a ele sobre Smartphones acessíveis e pedi mais informações sobre a acessibilidade no Android. Ele me disse que, infelizmente, o Android tinha uma acessibilidade muitíssimo limitada. Quase nula (naquela época a acessibilidade no Android era pior que hoje). Além de a acessibilidade ser horrível (o leitor de tela tinha problemas em navegar dentro do próprio sistema) e muda de um Smartphone para outro, estava começando a ser desenvolvido a pouco tempo, era preciso baixá-lo, instalá-lo. Isso, claro, com a ajuda de alguma pessoa que enxergasse e soubesse usar um Smartphone. Além disso, o leitor de tela não trazia uma voz em português. Hoje até podemos comprar uma, mas não sei se naquela época era possível. Mesmo assim, ele, com toda boa vontade do mundo, fez login com sua conta no Android Market (hoje Google Play) e baixou o Talkback, selecionou uma voz em Espanhol e pediu para que eu tentasse navegar no sistema, para ver se eu iria gostar. Não gostei. Assim que o leitor de tela é ativado, o sistema fica muito lento (isto acontece até hoje), o Talkback tinha/tem dificuldades em navegar dentro do próprio Android, pouquíssimos apps eram acessíveis etc. 

descrição da imagem: imagem alinhada à esquerda do texto. Na tela de um iPhone, as configurações para o uso do VoiceOver. Fim da descrição.
Quando eu já estava desistindo, já pensando em adquirir um celular comum da Nokia ou permanecer com o meu antigo em que eu só fazia e recebia chamadas e enviava SMS, ele falou sobre o iPhone, a acessibilidade do mesmo e como a Apple respeitava seus clientes. Me perguntou se eu gostaria de ver o iPhone em funcionamento. Claro que eu quis! Ele me explicou que o iPhone era todo touchscreen. Fiquei receoso, mas quis experimentar. Em menos de um minuto ele ativou o VoiceOver, pois o mesmo já vem instalado em todos os produtos da Apple. Fiquei muito feliz e surpreso ao ouví-lo falar em português. Depois de 5 minutos com o aparelho nas mãos, já consegui navegar na Internet. Lembro-me como se fosse ontem! Abri o Safari e uma página da UOL foi carregada. Consegui navegar totalmente na página, naveguei pelo sistema etc. Mesmo depois de ter gostado muito e já ter decidido que eu iria comprar um iPhone, decidi ir para casa e pesquisar mais sobre o assunto e, voltaria no dia seguinte para comprá-lo.

Fui para casa e, ao chegar, fui imediatamente pesquisar sobre a acessibilidade no iPhone. Me surpreendi mais ainda! Além de diversas notícias a respeito, a própria Apple disponibiliza uma página em português explicando como um cego consegue usar um iPhone com total autonomia e independência:


Se eu pudesse, tinha voltado na loja no mesmo dia! :) Mas como não era possível, tentei dormir e no dia seguinte comprei meu iPhone. Estou muito feliz com ele.

Hoje o iPhone faz parte do meu dia. Uso vários aplicativos que me auxiliam muito. Identificador de cores e dinheiro, identificador de objetos e produtos, scanner de documentos (OCR) etc. Eu consigo, inclusive, fotografar o rosto de uma pessoa sem a ajuda de ninguém, pois o próprio VO fala se o rosto está centralizado, quantos rostos estão aparecendo... É difícil falar profundamente sobre a acessibilidade em produtos da Apple porque ela é tão bem feita e planejada que não dá para comentar sobre tudo.

A Apple tem tanto respeito pelos deficientes, que disponibilizam um e-mail para entrarmos em contato caso haja algum problema de acessibilidade em seus produtos


...treina todos os vendedores das AppleStore e das lojas revendedoras de seus produtos para auxiliarem os deficientes, disponibilizam documentos no Apple Developer para ensinar como os desenvolvedores podem tornar seus apps acessíveis  etc.

Quando falamos de acessibilidade em produtos da Apple, não estamos nos referindo apenas aos deficientes visuais, mas a várias deficiências. A Apple oferece acessibilidade para cegos, deficientes auditivos, pessoas com problemas motores etc. Para saber mais sobre a acessibilidade em produtos da Apple, acesse:


Para saber e entender um pouco mais como uma pessoa cega consegue usar o iOS, assista este vídeo:


Se você ainda tiver alguma dúvida e quiser entrar em contato comigo, meu Twitter é:
www.twitter.com/marcusvinicios6
@marcusvinicios6


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Quer saber como enxerga um daltônico: o ColorBlind Vision te mostra... e ainda tira uma foto!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Dia desses eu estava conversando com uma super amiga que me revelou que o filho dela, que também é meu amigo, é daltônico. Pra mim, foi uma surpresa. Ele enxerga apenas o azul (motivo que deve explicar o fato do guri ser gremista, porque... é complicado). Perguntei a ela se poderíamos, de alguma forma, simular a maneira como ele enxerga e assim sabermos como é o mundo dele. Ela disse que já havia tentado de tudo quanto foi jeito mas que era impossível. Até agora. 

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Twippitsu - do braille para o twitter

terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Descrição da imagem: tela fundo preto: na parte superior, em inglês escrito "tweet  agora". Logo abaixo,, duas células em braile amarela representando as letra A e Z. Abaixo delas um círculo cinza, ao redor do círculo números que começam do zero e vão até o sete. São esses números que preenchem os pontos das células brailes quando deslizamos o dedo sobre eles.

Assim como você, eu também pensei que esse aplicativo iria ajudar o deficiente visual que tem o conhecimento de braile,  acessar o Twitter. E, tenho certeza que, assim como eu, você vai ficar bem decepcionado que, por enquanto, esse aplicativo não faz isso, pelo menos para os deficientes visuais. Tudo porque ele não tem uma configuração de voz e, sem ele o deficiente visual não tem como adivinhar o que está na tela, por mais esperta e dedicada que a pessoa seja.

Então pra que ele serve?


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Entretenimento: Ideal MP3 - simplicidade em poucos toques

terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Descrição da imagem: tela do andróid, fundo preto, letras brancas escrita a data: janeiro, 13, 2013. No meio da tela "Playing - Chiris Cornell - Thank you" Nome do cantor e da música que está tocando.

Meu irmão perguntou dia desses: vem cá, este teu blog de aplicativos pra pessoas com deficiência só tem aplicativos funcionais? Não tem nada voltado para o entretenimento? 
Pois é. Quando se pensa nesse tipo de trabalho, construímos uma procura seletiva: aplicativos que auxiliem no dia-a-dia, nas tarefas diárias. E quem disse que entretenimento não entra nessa categoria, afinal, como diria o Bozo: sempre rir. 

Esse aplicativo é um player de MP3 como muitos que existem por ai. A diferença está na simplicidade. Você pode pausar, dar o play, trocar de música, sem sequer olhar pra tela, apenas mexendo com a ponta dos dedos. 

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Para deficientes visuais – personalize a vibração do celular: VIBE

sábado, 12 de janeiro de 2013

Descrição da imagem: fundo cinza claro e demais elementos em azul escuro. A palavra Vibe escrita em maiúscula e as letras "i" e "e" em minúsculas. No centro o desenho de um telefone antigo e dos lados o desenho de ondas de vibração. Abaixo as frases, escritas em inglês: Escolha um contato, indique uma vibração.

Eu lembro da primeira vez em que fui na sala de trabalho do meu amigo Ricardo, presidente da Adevis. Fiquei impressionada com o “notebook que falava”. Nossa! Era o máximo! E a velocidade, então? Coisa de outro mundo. Fiquei observando e percebi que tudo naquela sala falava: os dois computadores no espaço ao lado, o celular, o relógio. Eu ficava boquiaberta com tanta tecnologia. Mal sabia eu que, alguns meses depois, meu notebook e meu celular também iriam aprender a falar porque eu queria que eles falassem a mesma língua. 

Acontece que, há ocasiões que, acredito, que nem sempre o deficiente visual está disposto a ouvir as vozes de seus aparelhos, principalmente as mecanizadas dos celulares. Para isso existe o Vibe que, assim como podemos personalizar o toque, pode-se personalizar o tipo de vibração para cada chamada.

Sintetizador de voz: Luciana

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


Tela fundo preto ao lado escrito SVOX Luciana Portugues Brasileiro. Abaixo, em um espaço branco e letras pretas "Oi, eu sou a Luciana. Digite um texto para me ouvir falar" Abaixo vários botões para configurar a voz quanto à volume, tom e outras funcionalidades.
Não me pergunte quem escolhe os nomes das vozes e nem por que motivos elas tem esses nomes. Mas quem fala português nos aparelhos Android é a voz Luciana, a voz brasileira do Google. Daí você pergunta: e o quico?

Baixa Visão: Big Laucher

domingo, 6 de janeiro de 2013

Antes de conviver com meus amigos da Associação dos Deficientes Visuais de Novo Hamburgo (Adevis), eu era como a maioria das pessoas que consideram ter uma visão normal: uma ignorante no assunto. Pra mim, só existia três tipos de pessoas: os de visão normal, os cegos e os que tinham alguma dificuldade de enxergar causada por catarata, estigmatismo, idade ou outra disfunção de nome complicado. Mas não. Tem o povo da baixa visão. E esses, na maioria dos casos, não usam bengala branca mas tem uma dificuldade muito grande para enxergar o mundo como nós conhecemos. Para navegar na internet usam leitores de tela ou ampliadores de tela que faz com que as letras fiquem ENORMES. Muitas vezes, só a letra ser grande não basta. Tem que ter um contraste forte para que eles possam ler normalmente. 

A jornalista Mariana Baierle e o historiador Felipe Mianes sabem bem o que é isso porque ambos tem baixa visão. Pra esclarecer tudo de uma vez por todas, a dupla dirigiu um documentário sobre o assunto chamado Olhares - o qual eu recomendo fortemente. Nele, os depoimentos de jovens e adultos com deficiência visual de vários graus jogam por terra muitos mitos que rondam o universo dos cegos e das pessoas de baixa visão. 

Mas vamos ao aplicativo

Em alto contraste. Fundo azul, letras grandes amarelas está escrito em inglês: meus contatos, Com estrela, Números, Adicionar contatos

Primeiro deixa eu explicar o que é Laucher. Laucher é um aplicativo capaz de mudar o visual do seu Android. Você não precisa ficar pra sempre como ele veio de fábrica. Eu já experimentei vários e não me arrependo. Os Lauchers personalizam os ícones nativos do celular e os novos aplicativos e a maioria permite   que você coloque eles em pastinhas ao invés de ficar virando páginas e páginas e deixar tudo misturado. 

Partindo desse princípio o Big Laucher muda o visual do seu Android para que tudo nele tenham letras enormes e em alto contraste. Quem tem a visão considerada normal pode achar feio, mas quem precisa de letras grandes, vai achar funcional. 

Identificador de cores para daltônicos: ColorFind Standard

sábado, 5 de janeiro de 2013
Imagem do aplicativo: na letras brancas numa lista de fundo cinza se le Color Find Standard. Abaixo sobre uma lista mais larga preta, escrito em cinza cor igual a vermelho. em seguida um botao de sair. Abaixo o aplicativo está apontando para a imagem de varios lápis coloridos e o cursor está sobre o lápis vermelho que o aplicativo identificou

Se existe algo que ainda me surpreende é quando descubro que um amigo é daltônico. Diferentemente da maioria de outras deficiências é algo que, se a pessoa não falar, nunca iremos saber. Diferença? Pra nós não faz, mas as pessoas que convivem com o daltonismo podem, involuntariamente, passar por situações complicadas.

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Para deficientes visuais: Leitor de arquivos PDF - PDF em Fala (Pro)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Imagem da tela do aplicativo. na parte superior da tela, uma lista preta escrito em branco: tocando dickens,epub que é o nome do arquivo. logo abaixo, uma lista azul escuro escrito em branco o nome do arquivo. abaixo dessa linha quatro botoes azuis um grudados no outro. o primeiro tem um ícone que é um autofalante emitindo ondas sonoras. o segundo, uma pastinha, que é onde são guardados os arquivos, o terceiro uma bandeira de sao joao com um asterisco no meio. esse botão indica os marcadores de livros favoritos, caso a pessoa tenha algum e no quarto e ultimo botão, uma engrenagem onde são feitas as configurações. Abaixo, uma tela com fundo branco e letras pretas escrito page 2/70 indicando que o arquivo está sendo lido na segunda página de um documento que contém 70. abaixo uma barra que mostra o progresso dessas páginas. O trecho do livro aparece logo abaixo, em inglês. Depois do texto uma lista azul marinho com ícones brancos que indicam o começo do documento, voltar documento, play e pause, avançar documento e fim do documento.



Embora eu goste muito de ler para mim e para outras pessoas e seja uma fanática por livrarias, muitas vezes bate aquela preguiça inexplicável de pegar um bom livro e entrar no Universo da leitura. Mas descobri algo que resolve o meu problema e de quebra, o dos deficientes visuais que, logicamente, não conseguem ler arquivos em PDF, txt, doc, ePUB no android.

O PDF em Fala PRO (Também conhecido como PDF to speech) não é gratuito - embora tenha uma versão de gratuita bastante restrita - mas, até o momento, tem valido cada centavo que paguei. Porém, para ser acessado precisa da ajuda de um vidente já que não tem acessibilidade para se chegar até o inicio do programa.

Para usar é necessário ter instalado uma voz, que se compra separadamente. Mas se você está pensando que isso implica em mais um gasto, pense que será mais um investimento porque essa voz (a brasileira Luciana) será usada na maioria dos aplicativos que utilizam sistemas vocalizados. Ela é bem agradável, configurável  e custa cerca de R$6. Para ouvir a voz, clique nesse link acessível. 


O aplicativo também é compatível com o sintetizador de voz IVONA, que é grátis, mas esse não tem ainda voz em português, por isso a opção ainda é paga. 

Voltando ao aplicativo...


Depois de ter o SVOX Luciana instalado e o PDF em Fala PRO  é só baixar os arquivos em PDF, txt, doc e ePUB (formato para áudio livros) e ouvir livros, documentos e tudo mais que estiver ao seu alcance. Segundo o desenvolvedor o aplicativo lê arquivos que, ao invés de digitados foram digitalizados, ou seja, um livro de texto em tinta que foi transformado em PDF. Eu não testei essa funcionalidade ainda. Porém, um livro que baixei da biblioteca colaborativa eBooks, A Divina Comédia, apresentou problemas. As letras viraram caracteres sem sentido. A opção foi ler em PDF normal. 
Mas a maioria dos documentos ele lê direitinho. E bem. 

Funciona em segundo plano. Isso significa que você pode ouvir um documento enquanto mexe no celular sem problemas. 

Uma das funcionalidades mais interessantes que ele possui é a compatibilidade com o Gesture, no qual você desenha na tela o que quer e ele obedece. Se quer ir para a página 2 é só desenhar o número dois com os dedos na tela e ele vai. Se quiser dar Play, desenhe o P. E assim por diante. 

É um dos programas mais úteis que tenho pois é delicioso alguém, como uma voz tão suave, ler para você uma boa história. Mesmo que esse alguém seja a mulher do Google.



Detalhes do aplicativo:

  • Nome: PDF em Fala PRO (Também conhecido como PDF to Speech PRO)
  • Tipo de deficiência: visual 
  • Função: ler documentos em PDF, txt, doc, web, ePUB
  • Minha avaliação: de 1 a 5 → 5
  • Sistema operacional: Android
  • Preço: R$ 6,49
  • Desenvolvedor: Pratical Apps
  • contato: jeremyvillalobos@gmail.com
  • Link para download no Google Play
  • Site do projeto: littleblue.homelinux.com

Programa adicional para funcionamento: SVOX Luciana
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Aprender Braile: Sixty Four

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Tela do aplicativo: desenho das letras a e b. O fundo é azul marinho, os quadros das células brancas e as marcações das letras em vermelho. Imagem da tela do aplicativo: fundo azul marinho, letras brancas, uma frase abaixo da outra, em inglês: estude as células braille, aprenda as letras, aprenda os números, aprenda a grade dois, aprenda a pontuação, aprenda os sinais especiais, aprenda letras de maneira aleatória, aprenda números de maneira aleatória, aprenda tudo de maneira aleatória.


O nome é inspirado no número de combinações de pontos do Sistema Braille. Logo, ele se propõe a ajudar as pessoas a aprender a técnica de ler com a ponta dos dedos. O aplicativo é bastante fácil, porém por não possuir sistema de sons, só é possível ser usado por videntes que queiram aprender Braile. A interface é simples e mesmo não sendo muito bonita, é bastante organizada. 

Não há tradução em português mas o inglês só é necessário para acessar o menu. Depois, tudo é universal: letras, números e símbolos. 

Como tenho uma pequena (bem pequena mesmo)  noção de braile, o aplicativo não me pareceu difícil de compreender a lógica da técnica e me permite treinar para pelo menos identificar os pontos mais rapidamente. 

Sobre esse aplicativo: