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Gosto muito desse espaço, embora não escreva com tanta frequência quanto nos meus demais blogs. Acredito, piamente, que ele tem ajudado pessoas a usar, de maneira mais dinâmica, seus dispositivos. Pessoas com e sem deficiência. Em função disso, dia desses, recebi um convite para servir de fonte para uma matéria no Jornal O Estado de Minas e falar sobre essa minha experiência como testadora de aplicativos. Fico bastante contente de ser uma referência no assunto afinal, o trabalho feito aqui é com carinho e dedicação.
Reproduzo um trecho da matéria que, para conferir ela completa, é só clicar aqui.
No ano passado, a jornalista e fã de tecnologia Cler Oliveira, de 37 anos, foi procurada pelo amigo Fernando, que então tinha se tornado deficiente visual, para lhe dar uma mãozinha com o tablet que havia ganhado da namorada. Ele precisava de um leitor de tela para usar o aparelho. Cler procurou e a primeira opção que achou era muito cara, cerca de R$ 200. Mesmo assim, baixou a versão de demonstração e, vendada, testou o aparelho. A surpresa foi grande quando ela percebeu que era impossível realizar atos básicos de maneira simples com a plataforma. Descobriu então um segundo programa, o Lis, que, apesar da necessidade de conhecimento em braile, seria uma alternativa.
Vitimado por um câncer, Fernando não chegou a conhecer o software. Desde então, a jornalista resolveu fazer dos testes dos aplicativos um blog com dicas e curiosidades para poder ajudar um número maior de pessoas. Criado em janeiro, o Aplicativos para pessoas com deficiência (aplicativosparapcd.com) tem cerca de 300 visitas diárias e foi criado em janeiro. “Segundo o último censo, há 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil. Esse público consome tecnologia. Os desenvolvedores têm que ter um cuidado maior para criar programas para ele”, diz Oliveira. Uma amiga de Cler, que é deficiente visual, volta e meia, descobre erros de digitação com um aplicativo de audiodescrição com que confere o conteúdo do blog.
Para ela, o grande problema é que, normalmente, os programas não dão autonomia total aos usuários com deficiência. É preciso que outra pessoa intervenha, que baixe e abra o app. Cler diz preferir o sistema operacional iOS por ter melhores configurações de acessibilidade embarcadas no dispositivos. “O programa da Apple guia você. Eu testei de olhos fechados e falei: meu Deus, quero um para mim”, conta. Já aplicativos Android, para tornarem o aparelho mais acessível, como o Talkback, precisam evoluir. A jornalista tem o hábito de enviar e-mails aos desenvolvedores com dúvidas diversas, mas são raros os casos em que têm retorno.
Cler, que tem também outros dois blogs, diz que o Aplicativos é o seu xodó. É o único que conta com recursos de acessibilidade 2.0. Entre as ferramentas que já testou, o PDF to Speech, que permite ouvir gravação sonora de arquivos em PDF, é o que ela julga o mais completo. “Ando muito de ônibus e me canso de ler. Aí coloco o fone e vou ouvindo o livro”, diz. O Call anouncer diz o nome da pessoa e número que está ligando no seu smartphone. Segundo ela, os mais baixados são sempre as pranchas de comunicação alternativa. “Já testei vários aplicativos e alguns não prestaram para nada. Tinha um de localização, que, se o seguisse, estaria perdida”, lembra.
(trecho da matéria Empresa brasileira desenvolve aplicativos para portadores de distúrbios de linguagem e articulação - Blogueira testa e reprova programas disponíveis para o sistema Android)
Matéria sobre Aplicativos de Celular para Pessoa com Deficiência no jornal O Estado de Minas
Gosto muito desse espaço, embora não escreva com tanta frequência quanto nos meus demais blogs. Acredito, piamente, que ele tem ajudado pessoas a usar, de maneira mais dinâmica, seus dispositivos. Pessoas com e sem deficiência. Em função disso, dia desses, recebi um convite para servir de fonte para uma matéria no Jornal O Estado de Minas e falar sobre essa minha experiência como testadora de aplicativos. Fico bastante contente de ser uma referência no assunto afinal, o trabalho feito aqui é com carinho e dedicação.
Reproduzo um trecho da matéria que, para conferir ela completa, é só clicar aqui.
No ano passado, a jornalista e fã de tecnologia Cler Oliveira, de 37 anos, foi procurada pelo amigo Fernando, que então tinha se tornado deficiente visual, para lhe dar uma mãozinha com o tablet que havia ganhado da namorada. Ele precisava de um leitor de tela para usar o aparelho. Cler procurou e a primeira opção que achou era muito cara, cerca de R$ 200. Mesmo assim, baixou a versão de demonstração e, vendada, testou o aparelho. A surpresa foi grande quando ela percebeu que era impossível realizar atos básicos de maneira simples com a plataforma. Descobriu então um segundo programa, o Lis, que, apesar da necessidade de conhecimento em braile, seria uma alternativa.
Vitimado por um câncer, Fernando não chegou a conhecer o software. Desde então, a jornalista resolveu fazer dos testes dos aplicativos um blog com dicas e curiosidades para poder ajudar um número maior de pessoas. Criado em janeiro, o Aplicativos para pessoas com deficiência (aplicativosparapcd.com) tem cerca de 300 visitas diárias e foi criado em janeiro. “Segundo o último censo, há 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil. Esse público consome tecnologia. Os desenvolvedores têm que ter um cuidado maior para criar programas para ele”, diz Oliveira. Uma amiga de Cler, que é deficiente visual, volta e meia, descobre erros de digitação com um aplicativo de audiodescrição com que confere o conteúdo do blog.
Para ela, o grande problema é que, normalmente, os programas não dão autonomia total aos usuários com deficiência. É preciso que outra pessoa intervenha, que baixe e abra o app. Cler diz preferir o sistema operacional iOS por ter melhores configurações de acessibilidade embarcadas no dispositivos. “O programa da Apple guia você. Eu testei de olhos fechados e falei: meu Deus, quero um para mim”, conta. Já aplicativos Android, para tornarem o aparelho mais acessível, como o Talkback, precisam evoluir. A jornalista tem o hábito de enviar e-mails aos desenvolvedores com dúvidas diversas, mas são raros os casos em que têm retorno.
Cler, que tem também outros dois blogs, diz que o Aplicativos é o seu xodó. É o único que conta com recursos de acessibilidade 2.0. Entre as ferramentas que já testou, o PDF to Speech, que permite ouvir gravação sonora de arquivos em PDF, é o que ela julga o mais completo. “Ando muito de ônibus e me canso de ler. Aí coloco o fone e vou ouvindo o livro”, diz. O Call anouncer diz o nome da pessoa e número que está ligando no seu smartphone. Segundo ela, os mais baixados são sempre as pranchas de comunicação alternativa. “Já testei vários aplicativos e alguns não prestaram para nada. Tinha um de localização, que, se o seguisse, estaria perdida”, lembra.
(trecho da matéria Empresa brasileira desenvolve aplicativos para portadores de distúrbios de linguagem e articulação - Blogueira testa e reprova programas disponíveis para o sistema Android)
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“Chegou uma pessoa com deficiência. E agora?”
[Texto originalmente escrito por mim e publicado na Revista CDL News nº 7, Pag. 38]
O receio de atender de
maneira inadequada ou ofensiva a pessoa com deficiência muitas vezes
resulta em situações constrangedoras ou omissões que podem custar
uma boa impressão e, lógico, clientes em potencial. Por isso, hoje
abordo dicas úteis que podem lhe ajudar a ver que bom senso e
respeito é a chave do bom atendimento a qualquer pessoa, inclusive a
com deficiência:
Cegos e deficientes
visuais: nem sempre o deficiente visual usa óculos escuros e porta
uma bengala. Entre as pessoas com visão considerada normal e o cego,
existem as com baixa visão que, com suas particularidades, enfrentam
muita dificuldade no dia-a-dia.
- Em caso de restaurantes, tente descrever outras opções de alimentos semelhantes ao que foi pedido ou experimente oferecer algo diferente. Assim como os tipos de serviços que podem ser encontrados no local como almoço, lanches, confeitaria e mercearia, por exemplo. Descreva os pratos e tudo o que for servido.
- Descreva os locais por aonde conduz a pessoa. Isso possibilita que ela crie o mapa mental do espaço em que está.
- No caso de lojas, descreva sempre o modelo, cor, estampas e fale da diferenças de valores entre produtos. Não omita informações sobre promoções, descontos e formas facilitadas de pagamento.
- Se for dar o troco em dinheiro, descreva como ele está sendo ordenado. Exemplo: “R$ 25,50. Duas notas de dez reais, duas de dois reais e duas moedas: uma de um real e outra de cinqüenta centavos”.
Surdos ou deficientes
auditivos: se vivêssemos em um país perfeito, todos os brasileiros,
além do Português, teriam o conhecimento da Língua Brasileira de
Sinais que, desde 2002, por meio da Lei 10.436, torna o Brasil um
país bilíngüe. Porém, infelizmente, estamos longe dessa
realidade, mas não impedidos de tratarmos a pessoa surda com o
respeito que toda pessoa merece.
- Se não souber Língua de Sinais, seja cordial, calmo e bastante claro ao falar. A maioria das pessoas surdas faz leitura labial e articular bem as palavras, ajuda.
- Não grite. Se a pessoa for surda ela não vai lhe ouvir mesmo que você use um auto-falante. E o que é pior: vai ficar constrangida. Se a pessoa tem perda de audição e pedir para que você fale alto, faça, lembrando que, falar alto é diferente de fazer escândalos.
- Em caso de dúvidas, não se constranja em usar papel e caneta.
- Nem todo surdo conhece Libras, portanto a regra da clareza serve pra todos.
Cadeirantes e pessoas
com mobilidade reduzida: O ideal é que seu estabelecimento seja
adaptado: rampas, banheiros, espaços. Tudo de acordo com a NBR
9050/2004. Mas enquanto você promove as mudanças necessárias para
receber adequadamente essas pessoas, algumas atitudes fazem a
diferença.
- Nunca saia empurrando uma cadeira de rodas antes de saber se a pessoa precisa da sua ajuda. A cadeira é uma extensão do corpo, portanto, tenha sempre respeito ao manusear e nunca faça sem permissão.
- Procure adaptar os moveis para que uma pessoa em cadeira de rodas possa acessar o balcão sem dificuldades. Essa mesma regra serve para pessoas de baixa estatura que passam por constrangimentos por sequer alcançar os produtos dispostos nas prateleiras ou mesmo pratos de um Buffet.
Lembre-se:
acessibilidade não é limitada a pessoas com deficiência, mas é
para todos que precisam ter acesso, de maneira digna e segura, aos
locais que frequentam. Cumprir minimamente a lei é garantia de
respeito, cidadania e boas vendas.
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Detalhes do aplicativo:
Nome: Message Scroller
Tipo de deficiência: Pessoas sem deficiência e dificuldades de audição
Função: Mostrar uma frase deslizante no display do celular.
Minha avaliação: De 1 a 5 - 5
Sistema operacional: Android
Preço: Gratuito
Desenvolvedor: devmc.eu
Contato: devmceu@gmail.com
Links para download no Google Play
Message Scroller - versão gratuita
Message Scroller Pro - Versão paga
Message Scroller Pro: Comunicação à distância
Esse é um achado tanto para pessoas com deficiência quanto sem. Isso porque, se comunicar bem é preciso, em qualquer ocasião. O Message Pro é um aplicativo que facilita a comunicação entre qualquer pessoa a uma distância média. É um verdadeiro outdoor eletrônico para pequenas frases. Isso faz com que você mande seu recado para alguém que está sentado há algumas cadeiras longe de você, para o colega da mesa da frente ou para o artista que está no palco e você quer, por exemplo, pedir uma música (fiz isso no show do Chris Cornell, em Porto Alegre. Ele se negou a tocar, mas pelo menos soube o que eu queria).
Eu usava um aplicativo semelhante, o Simple Banner, mas desinstalei. Isso porque ele tem muitas permissões e, cada vez que eu passo o verificador de segurança do antivírus ele me mostra como uma ameaça muito alta. Pelo sim, pelo não, resolvi desinstalar e substituir por esse. Quem instalou o outro pode fazer o mesmo. Aconselho.
Esse aplicativo tem uma versão gratuita, que é muito boa mas, a paga é infinitamente melhor. Isso porque na versão paga você pode personalizar a fonte, tamanho, as cores e salvar as curtas mensagens que você mais usa. Eu uso a versão paga, que custa apenas R$ 2, na loja do Google. Vale a pena porque é uma mão na roda. E ajuda até a comunicação à distância com pessoas que tem dificuldade auditiva. Não tem como não ver, né?
Detalhes do aplicativo:
Nome: Message Scroller
Tipo de deficiência: Pessoas sem deficiência e dificuldades de audição
Função: Mostrar uma frase deslizante no display do celular.
Minha avaliação: De 1 a 5 - 5
Sistema operacional: Android
Preço: Gratuito
Desenvolvedor: devmc.eu
Contato: devmceu@gmail.com
Links para download no Google Play
Message Scroller - versão gratuita
Message Scroller Pro - Versão paga
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Nome: Call Announcer
Tipo de deficiência: visual
Pessoas sem deficiência
Função: ler o nome dos contatos que te liga e mensagens recebidas.
Minha avaliação: de 1 a 5 → 4
Sistema operacional: Android
Preço: gratuito - na versão com anúncios
Pago - na versão sem anúncios - R$ 3,04
Desenvolvedor: Codean Software
contato: codeansoftware@gmail.com
Link para download no Google Play
Quem chama? O Call Announcer te diz
Buenas, para falar tudo o que acontece no celular, se não estamos falando de iPhone (que tem acessibilidade de alto nível para pessoas com deficiência visual), existem vários programinhas. Alguns muito caros. Outros gratuitos. Esse não ajuda 100% as pessoas com deficiência visual mas quebra um galhão na hora de saber quem está ligando para quem em baixa visão ou para qualquer um que não quer se dar ao luxo de olhar para o visor para saber quem está ligando.
Call Announcer é um aplicativo gratuito, muito fácil de configurar. Além de ler o nome ou número de quem está ligando (se o número for privado ele diz apenas "null") ele lê mensagens de texto, se você quiser. Ele tem uma versão paga mas a única diferença é que essa não tem anúncios.
Como eu tenho o SVOX Luciana, meu aplicativo fala inglês com sotaque português. A voz do Google lê "incoming call from" e o nome/número de quem está te ligando. Pra mim, uma mão na roda. Principalmente se eu estou longe do celular. Não preciso levantar para saber quem quer falar comigo e, pra ser sincera, dependendo de quem se trata, eu nem atendo!
Nome: Call Announcer
Tipo de deficiência: visual
Pessoas sem deficiência
Função: ler o nome dos contatos que te liga e mensagens recebidas.
Minha avaliação: de 1 a 5 → 4
Sistema operacional: Android
Preço: gratuito - na versão com anúncios
Pago - na versão sem anúncios - R$ 3,04
Desenvolvedor: Codean Software
contato: codeansoftware@gmail.com
Link para download no Google Play
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Esse espaço, como muitas vezes já falei, antes de tratar sobre aplicativos de celular para pessoas com deficiência, trata de acessibilidade. E, algo que eu tenho que compartilhar aqui, em função dessa missão é que, no dia 25 de junho, a Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, contou com Audiodescrição durante uma sessão com homenagem. Nesse dia, a Associação dos Deficientes Visuais de Novo Hamburgo (Adevis-NH) completou 25 anos. Razão pela qual o vereador Raul Cassel rendeu-lhes o reconhecimento, merecido, pelo trabalho realizado ao longo dos anos.
O resultado - Em fotos
Créditos: Jorge Boruszewsky/CM.


Na mídia:
Adevis comemora 25 anos com homenagem audiodescrita
Blog da Audiodescrição - 24 de junho de 2013
Adevis é homenageada pelos seus 25 anos de fundação
Portal da Câmara - 25 de junho de 2013
Adevis é homenageada - Jornal Canudos
28 de junho de 2013
(A matéria não está disponível em outro formato online senão no Calameo, um agregador de publicações. O formato não é acessível. Pode ser visto nesse link)
Homenagem à Adevis: Como foi a primeira Audiodescrição da Câmara de Novo Hamburgo
Esse espaço, como muitas vezes já falei, antes de tratar sobre aplicativos de celular para pessoas com deficiência, trata de acessibilidade. E, algo que eu tenho que compartilhar aqui, em função dessa missão é que, no dia 25 de junho, a Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, contou com Audiodescrição durante uma sessão com homenagem. Nesse dia, a Associação dos Deficientes Visuais de Novo Hamburgo (Adevis-NH) completou 25 anos. Razão pela qual o vereador Raul Cassel rendeu-lhes o reconhecimento, merecido, pelo trabalho realizado ao longo dos anos.
A ocasião foi uma oportunidade para que pudéssemos levar à Câmara a consciência de que acessibilizar os espaços é preciso. Desta forma, juntamente com o Ricardo Sewaald, presidente da Adevis, começamos a formatar uma maneira de disponibilizarmos a audiodescrição dos recursos multimídia.
Como muitos sabem, em Março, iniciei um curso de Audiodescrição tendo como professores os consultores da Tagarellas Produções. Em maio, pelo Programa Incluir, da UFRGS, tive a oportunidade de um aperfeiçoamento com quem considero a mãe da AD no Brasil: professora Lívia Motta (Ver com Palavras). Ou seja, mesmo não sendo Audiodescritora formada, de acordo com os critérios do Código Brasileiro de Ocupações - critérios ainda em discussão - eu tinha uma boa noção da técnica e muito boa vontade. O que faltava? Botar o bloco na rua.
Processo de construção do roteiro
A Audiodescrição não é espetáculo. É prestação de serviço. Um recurso de acessibilidade que deve ser utilizado como tal. Tudo o que envolve a audiodescrição tem que ser encarado com muita seriedade, afinal de contas se tem a responsabilidade de construir imagens para as pessoas que não tem como visualizá-las.
Alguns dias antes, fui até a Câmara para conhecer o local. O objetivo era descrever o local para apresentá-lo a quem, mesmo estando ali, não faz ideia de como ele seja. Para isso, fotografei o plenário e fiz alguns vídeos. Porém, mesmo com esse trabalho prévio, vi que fui traída pelos registros diversas vezes. Texturas e disposições que na foto pareciam uma coisa mas pessoalmente eram outra.
Para me ajudar na construção do roteiro, contei com a amiga Lucimara Alves, integrante da Adevis que, embora tenha nascido sem o sentido da visão, tem uma visão de mundo fantástica. O trabalho dela, na revisão roteiro era me mostrar onde as coisas estavam difíceis de serem compreendidas. Um trabalho fundamental para a AD, o qual ela desempenhou lindamente.
Depois de fazer a AD do plenário, havia a missão mais complexa que era audiodescrever o recurso multimídia. Doze slides, quatro fotos, seis minutos. Super possível, graças a ajuda da Lucimara e também da Maximara Ribeiro, estagiária do PIM que também se dispôs a ajudar no processo, inclusive revisando o roteiro, apontando alguns pontos que sempre é passível de erro.
Os desafios dessa audiodescrição
No dia da homenagem, cheguei bem cedo, com a assessora do vereador que, aliás, assim como toda a equipe, deram um apoio incondicional para possibilitar o recurso. A AD seria aberta por vários motivos, mas o maior deles era para mostrar aos parlamentares o que era a audiodescrição e a importância dela.
Porém, o evento, contava com alguns desafios:
- A AD era aberta. Por esse motivo, em muitos momentos, eu não podia intervir. Sobretudo nos instantes de silêncio porque, ao mesmo tempo, havia a transmissão para a TV. Em diversos momentos a jornalista da Câmara fazia entradas ao vivo e, logicamente, eu não poderia falar nada porque, nesse caso, o audio vazaria para a TV e atrapalharia a transmissão.
- A sessão da Câmara é bastante óbvia e, não está nas atribuições da AD descrever obviedades. Todos os acontecimentos, por uma questão de protocolo, são previamente anunciados e, desta forma, o trabalho da AD se restringe a observar. Porém, se a AD fosse com fones, poderíamos acrescentar informações bastante precisas e relevantes para os presentes.
- A sessão, como eu já havia comentando, estava sendo transmitida pela TV Câmara. Diante de uma AD aberta, para quem estava em casa, mesmo sabendo o que iria acontecer, o estranhamento se dá porque o que está passando na TV é, não raras as vezes, diferente do que está acontecendo na minha frente. Isso devido à edição feita durante a transmissão. Então em muitos momentos houve esse desencontro entre imagens e som para que estava assistindo.
- Eu estava tensa. O que seria bastante normal. Porém essa tensão ficou refletida na voz que, por mais que se lembre de todas as técnicas, o instinto dá um jeito de acabar com elas. Ainda mais sendo a primeira vez, tanto minha quanto da Casa Legislativa, provavelmente do Estado ou do Brasil. Quer dizer, a missão era grande e deveria ser cumprida. O tempo, curto. O nervosismo, grande. Mas, pelo feedback que tive, entre mortos e feridos salvaram-se todos.
O recurso
Bom, como temos tempo aqui no blog e você não está com pressa, faço questão de postar a apresentação multimídia que foi vista na Câmara e, juntamente, posto o roteiro dessa audiodescrição. Dessa forma, se conhece o recurso e fica aberto para dúvidas e sugestões. Assim, as pessoas com deficiência visual devem acessar esse link que é o link do roteiro uma vez que o SlideShare - recurso que usei para disponibilizar a apresentação, infelizmente, não é acessível.
O resultado - Em fotos
Créditos: Jorge Boruszewsky/CM.
Todas as fotos foram tiradas no Plenário Osvaldo Luiz Bender - Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo - RS no dia 25 de junho de 2013. Fotos coloridas, retangulares. Descrição básica disponível para leitores de tela. Para ler, coloque o mouse sobre a imagem.
Na mídia:
Adevis comemora 25 anos com homenagem audiodescrita
Blog da Audiodescrição - 24 de junho de 2013
Adevis é homenageada pelos seus 25 anos de fundação
Portal da Câmara - 25 de junho de 2013
Adevis é homenageada - Jornal Canudos
28 de junho de 2013
(A matéria não está disponível em outro formato online senão no Calameo, um agregador de publicações. O formato não é acessível. Pode ser visto nesse link)
Em breve, o trecho da audiodescrição em vídeo e outras matérias sobre o assunto.
Agradecimentos:
À equipe da Tagarellas Produções que me colocaram nesse caminho da Audiodescrição. Espero nunca decepcionar esses mestres que tanto me apoiam nessa caminhada que ainda tenho muito que aprender.
À Câmara de Vereadores, na figura da assessora Andrea Braum, da Cerimonialista Vera Bierk e da estagiária de jornalismo, Bruna Mattana que durante todo o evento prestaram uma assistência que, sem ela, teria sido impossível de realizar essa AD. Assim como a equipe técnica da TV Câmara, pela paciência, simpatia e apoio logístico.
Ao Paulo Romeu, do Blog da Audiodescrição que fez a divulgação do evento em um espaço tao nobre para os pesquisadores do recurso. Honrada pelo crédito.
Ao secretário municipal de Saude de Novo Hamburgo, Luis Carlos Bolzan, que ao ser comunicado e por acreditar na ideia, gentilmente me cedeu para esse trabalho na Câmara de Novo Hamburgo. Assim como à Maximara Ribeiro pelo apoio técnico.
À Lucimara Alves pela revisão de roteiro e todos os lapsos que as minhas noites em claro deixaram a desejar nele.
Ao amigos que compareceram na Câmara para prestigiar a homenagem, funcionários, voluntários, membros da Associação e pessoas que entendem a importância da Adevis para a comunidade.
E sobretudo à Adevis por me honrar com essa oportunidade tão nobre em uma data tão importante para a entidade.
Esta audiodescrição, de minha parte, dedico ao Fernando Warnner, por ser a mola propulsora de muitos dos meus planos em relação à acessibilidade. Quando o desânimo bate, juntamente com a vontade de desistir, eu lembro do entusiasmo desse menino ao saber que, com acessibilidade, era possível ter uma nova perspectiva de vida, independente da deficiência visual. É isso que me move. Que me faz continuar. Até quando? Não sei... mas enquanto me for possível é por isso que quero lutar: um mundo todo para todo mundo.
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Você já ouviu um podcast com legendas? Então, conheça o Culturalizando.
Hoje eu não vou falar de aplicativos. Aliás, tenho testado alguns que se dizem acessíveis e no final não cumprem nem a descrição do produto. Por esse motivo os posts estão cada vez mais raros. O mundo tem que avançar muito na acessibilidade dos aplicativos, principalmente para android.
Mas, voltando ao post de hoje. Descobri por acaso, pelo Twitter, o perfil do pessoal do Culturalizando que se propõe a legendar podcast e, consequentemente, torná-lo acessível a surdos e deficientes auditivos. Pra quem não sabe, podcast nada mais é do que uma espécie de programa de rádio veiculado exclusivamente na internet. Agora vem você com a mesma pergunta que eu me fiz ao conhecer a proposta: "como é possível legendar um programa de rádio e ter como público pessoas que não ouvem?"
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- Mostrar o Calendário
- Entre no aplicativo Gmail
- Angry Birds
- Entre no site do Terra
- www.usp.br
- Liga pro Rafael da Silva
- Trabalho da Camila Soares
- Mensagem de texto para o Mário Fonseca
- SMS para o José Campos dizendo que o meu voo está atrasado
Ele ajuda quem tem dificuldades para ficar clicando nos aplicativos, porém para abrir, tem que ser clicado e ele não entende alguns comandos. Mas com o tempo, pode virar um bom aplicativo. Talvez semelhante ao Siri, da Apple. Aconselho usar com um bom sintetizador de voz. O Luciana é ideal.
Vale a pena testar.
Nome: Fale o quiser
Tipo de deficiência: Motora e para pessoa sem deficiência
Função: acessar aplicativos por comando de voz
Minha avaliação: de 1 a 5 → 4
Sistema operacional: Android
Preço: gratuito - na versão com anúncios
Pago - na versão sem anúncios - R$ 2,04
Desenvolvedor: Tiago Bello Torres
contato: tiagobellotorres@gmail.com
Link para download no Google Play
Fale o quiser: abrindo aplicativos por comando de voz
Não. Eu não abandonei o blog. Esses dias foram bastante intensos. Cursos e mais cursos estão fazendo parte do meu cotidiano. Libras, audiodescrição e um super intensivo de descrição de imagens estáticas com a mestra Lívia Motta, do Ver com Palavras. Segunda, começo Braille e paralelo a isso, estou envolvida em vários projetos. Quer dizer, corrido mas valendo a pena.
Mas os aplicativos ainda fazem parte desse dia-a-dia e facilitam a minha vida. A dica de hoje veio da queridíssima Soraya Pamplona - que inclusive já escreveu aqui no blog: "Fale o que quiser" que é um aplicativo de comando de voz para abrir outros aplicativos.
Ele é bastante limitado mas muito interessante, ainda mais, considerando que ele está em fase de desenvolvimento. Alguns exemplos, dado pelo desenvolvedor de como ´pode ser usado:
- Mostrar o Calendário
- Entre no aplicativo Gmail
- Angry Birds
- Entre no site do Terra
- www.usp.br
- Liga pro Rafael da Silva
- Trabalho da Camila Soares
- Mensagem de texto para o Mário Fonseca
- SMS para o José Campos dizendo que o meu voo está atrasado
Ele ajuda quem tem dificuldades para ficar clicando nos aplicativos, porém para abrir, tem que ser clicado e ele não entende alguns comandos. Mas com o tempo, pode virar um bom aplicativo. Talvez semelhante ao Siri, da Apple. Aconselho usar com um bom sintetizador de voz. O Luciana é ideal.
Vale a pena testar.
Nome: Fale o quiser
Tipo de deficiência: Motora e para pessoa sem deficiência
Função: acessar aplicativos por comando de voz
Minha avaliação: de 1 a 5 → 4
Sistema operacional: Android
Preço: gratuito - na versão com anúncios
Pago - na versão sem anúncios - R$ 2,04
Desenvolvedor: Tiago Bello Torres
contato: tiagobellotorres@gmail.com
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WheelMate: o aplicativo que indica banheiros acessíveis no mapa
Os Estados Unidos tem ideias sensações quando o assunto é aplicativos colaborativos. Pena que por aqui as coisas não pegam, embora nada nos impeça de usar já que "pega" em qualquer lugar. O Wheelmate foi projetado para que as pessoas indiquem no mapa estabelecimentos que tenham banheiros acessíveis e apontem seus comentários.
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Vocal Calculator: a calculadora acionada pelo som da sua voz
Eu nunca fui muito boa em matemática embora, dentro da disciplina, meu assunto favorito fosse geometria espacial, produtos notáveis e todas as variáveis de regras de três. Para entender como a coisa toda funcionava eu tinha que desenhar o objeto e, somente a partir daí, fazer os cálculos. Nesse ponto, era dez na certa.
Mesmo tendo seguido a carreira de jornalista nunca consegui me livrar das calculadoras. Acredito que ninguém consegue independente do que escolhe fazer na vida. Porém algumas pessoas, por ter deficiência visual ou até mesmo motora, não tem como ficar apertando os minúsculos botõeszinhos dessas máquinas. Aí entra Vocal Calculator.
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ProDeaf: Intérprete de Libras virtual ao alcance da mão
O assunto tomou conta dos principais portais de notícias do país. E não é pra menos. O aplicativo é um dos mais interessantes que eu já vi: ProDeaf. O objetivo é transformar a Língua Portuguesa em Língua Brasileira de Sinais (Libras) por meio de um simpático avatar. E a forma de entrada das informações são bastante variadas: comando de voz, por meio do Google Voice - um dos melhores quando o assunto é reconhecimento de palavras; teclado e dicionário. Cabe lembrar que o recurso de voz só é possível ser utilizado quando há uma conexão com internet - seja 3G ou wi-fi. E isso não é exclusividade do aplicativo mas sim do recurso complementar. Já a entrada por teclado e dicionário funciona muito bem offline.
Eu experimentei frases simples como "Eu quero comer" e frases mais complexas em relação a tempos verbais como "Meu filho nasceu ontem". Em ambas a experiência foi bem sucedida. Quando por algum motivo a palavra não está no dicionário isso não se torna um problema porque o bonequinho soletra o alfabeto manualmente.
A iniciativa tem o patrocínio do Bradesco Seguros. É bacana frizar porque atitudes como essa merecem todo no nosso respeito e admiração uma vez que tecnologias assistivas apoiadas pela iniciativa privada tem tudo tudo para abrir um grande precedente em prol da acessibilidade, não é mesmo?
Para conhecer o sistema assista o vídeo abaixo. Infelizmente falou audiodescrição (alô, galera do Bradesco Seguros, audiodescrição nesses vídeos é fundamental):
Tipo de deficiência: Auditiva - Pessoas sem deficiência
Função: Facilitar a comunicação entre surdos e ouvintes
Minha avaliação: De 1 a 4 - cinco
Sistema operacional: Android
Preço: Gratuito
Desenvolvedor: ProDeaf Tecnologias Assistivas
Link para download no Google Play
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Lágrimas No Paraíso
Você saberia meu nome
Se eu te visse no Paraíso?
Você seria o mesmo
Se eu te visse no Paraíso?
Preciso ser forte
E continuar
Porque sei que não pertenço
Aqui no Paraíso
Você seguraria minha mão
Se eu te visse no Paraíso?
Você me ajudaria a Levantar
Se eu te visse no Paraíso?
Encontrarei meu caminho
Pela noite e dia
Porque sei que não posso ficar
Aqui no Paraíso
O tempo pode te botar para baixo
O tempo pode fazê-lo curvar-se
O tempo pode partir seu coração
Fazê-lo implorar por favor
Implorar por favor
Além do escuro
Há paz
Estou certo
E eu sei que não haverão mais
Lágrimas no Paraíso
Você saberia meu nome
Se eu te visse no Paraíso?
Você seria o mesmo
Se eu te visse no Paraíso?
Fernando: A inspiração que virou saudade...
As pessoas podem me questionar: Cler, mas esse teu blog de aplicativos ultimamente está falando sobre bastante coisas, menos, aplicativos. Bom, em primeiro lugar, fico feliz que ele tenha um acervo bastante significativo de posts de aplicativos que ajudem pessoas com as mais diversas deficiência, independente do que eu escreva daqui pra frente. Mas os fãs de aplicativos podem ficar tranquilos porque em breve voltarei a escrever sobre vários aplicativos que estou pesquisando, tão logo meu notebook volte de assistência técnica.
Mas hoje o que me trouxe ao blog foi o mesmo motivo que me fez criar ele: o meu amigo Fernando. Sempre que alguém me perguntava por que eu criei o blog, sempre contava a mesma história. Então, decidi, deixar fixo, em um link, por aqui, para todos aqueles que quisessem saber, pudessem acessar.
O Fernando era sem dúvida uma grande inspiração. Os lindos olhos azuis, independente de traduzir imagens, expressavam toda a bondade e alegria que ele tinha ao estar com os amigos. O sorriso, de dentes perfeitos, sempre o acompanhava em nossas conversas e, nem de longe era capaz de dizer que algo estava, silenciosamente, agindo e consumindo o seu corpo.
Um rapaz de muitos sonhos. Sonhos grandes e pequenos, os quais ele ia buscando dia após dia. E embarcar no sonho dele e sonhar junto era fácil porque tudo era possível. Bastava querer. E agradecer. E ele era muito grato a tudo. À família, aos amigos, à associação de deficientes visuais que o acolheu nos momentos em que necessitou de amparo para reaprender a viver no escuro, à namorada, a Deus. A deficiência visual para ele era um mero detalhe. Uma maneira que Deus encontrou para que ele entrasse no caminho de outras pessoas e marcasse para sempre.
E assim foi. Depois de uma luta de quase 75 dias contra um câncer no cérebro, o inspirador desse blog se foi. No dia 29 de março. Mesmo dia do aniversário de 30 anos. Uma linda trajetória que, embora tenha terminado com inevitáveis lágrimas de saudade por todos que o conheceram, deixa a certeza de que, ninguém vive em vão. Esse blog é uma mínima prova disso.
E agora chegou a minha vez de agradecer: muito obrigada, Fernando, por ter sido a inspiração desse blog e por ter acontecido nas nossas vidas, nos ajudando sempre nessa caminhada.
Para quem tem leitor de tela, a tradução da música de Eric Clapton, Tears in Heaven, a qual pode ser ouvida acessando esse link direto do Youtube. Infelizmente, não tem audiodescrição, porém, a tradução está abaixo do vídeo. Trata-se do vídeo do especial Unplugged, gravado por Clapton. A música foi composta em razão da morte do seu filho de quatro anos, em 1991, e é uma das mais premiadas do cantor/guitarrista.
Lágrimas No Paraíso
Você saberia meu nome
Se eu te visse no Paraíso?
Você seria o mesmo
Se eu te visse no Paraíso?
Preciso ser forte
E continuar
Porque sei que não pertenço
Aqui no Paraíso
Você seguraria minha mão
Se eu te visse no Paraíso?
Você me ajudaria a Levantar
Se eu te visse no Paraíso?
Encontrarei meu caminho
Pela noite e dia
Porque sei que não posso ficar
Aqui no Paraíso
O tempo pode te botar para baixo
O tempo pode fazê-lo curvar-se
O tempo pode partir seu coração
Fazê-lo implorar por favor
Implorar por favor
Além do escuro
Há paz
Estou certo
E eu sei que não haverão mais
Lágrimas no Paraíso
Você saberia meu nome
Se eu te visse no Paraíso?
Você seria o mesmo
Se eu te visse no Paraíso?
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Não, este blog não está abandonado. Quem está abandonado é o meu notebook que, como todo eletroeletrônico moderno um dia acaba parando na assistência técnica e fica lá, esperando um orçamento e a boa vontade dos técnicos de plantão.
Dicas de blogs para conhecer mais sobre audiodescrição:
Sobre o curso que estou fazendo... uma palhinha para se apaixonar http://educadfaced.blogspot.com.br
[vídeo] Audiodescrição: documentário, dicas de blog e minha mais nova paixão
Não, este blog não está abandonado. Quem está abandonado é o meu notebook que, como todo eletroeletrônico moderno um dia acaba parando na assistência técnica e fica lá, esperando um orçamento e a boa vontade dos técnicos de plantão.
Mas a gente dá um jeito de fazer o que se pode ser feito. Nem sempre é possível. Por isso, peço desculpas pela demora nas atualizações. Não está fácil pra ninguém. Meus outros blogs e redes sociais também estão de férias forçadas por conta desse problema técnico.
Mas, deixando a lamentação de lado, quero compartilhar algo muito bacana com vocês, já que esse blog não fala apenas de aplicativos mas também de acessibilidade e cidadania. Comecei o curso de Audiodescrição. E me sinto muito honrada em dizer isso porque a equipe que promove o curso, todos os sábados pela manhã é a mesma que tornou acessível o premiadíssimo longa Colegas (lembram do lance do #VEMSEANPEAN?): a Tagarellas.
O curso é apaixonante porque conta com uma galera bem diversificada, das mais diversas áreas: atores, atrizes, jornalistas, pessoas ligadas à saúde, educação entidades governamentais e apaixonados pela causa.
Para quem ainda não sabe, a audiodescrição é um recurso que permite a pessoas cegas, baixa visão, idosos ou pessoas que por algum motivo, seja físico ou cognitivo, produtos culturais, apresentações audiovisuais, obras em gerais.
“Tudo que pode ser visto pode ser descrito”, (Mil Palavras).
A aplicabilidade da audiodescrição é infinita bastando para isso, criatividade, técnica e bons projetos. Incluir a pessoa com deficiência não é difícil desde que se tenha boa vontade. No meu caso, a aplicação desse recurso será no serviço público já que faço parte do Conselho dos Direitos e Cidadania das Pessoas com Deficiência, sou voluntária na Associação dos Deficientes Visuais de Novo Hamburgo e trabalho na Secretaria da Saúde local.
Um ótimo exemplo, e é aí que quero chegar, é esse pequeno documentário produzido pela TV Nacional Brasil (TVNBR) no domingo, dia 24, Ver Além. Ele conta com o recurso da audiodescrição e trata de como as pessoas cegas superaram suas limitações. Para assistir, clique no player abaixo ou no link direto para o canal do Youtube.
Dicas de blogs para conhecer mais sobre audiodescrição:
Sobre o curso que estou fazendo... uma palhinha para se apaixonar http://educadfaced.blogspot.com.br
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Tipo de deficiência: Auditiva - Pessoas sem deficiência
Função: Ensinar Libras para iniciantes
Minha avaliação: De 1 a 5 - cinco
Sistema operacional: Android e iOS
Preço: Gratuito a primeira aula e demais O,99
Desenvolvedor: Linha Verde Interativa
Contato: linhaverdedeveloper@gmail.com
Link para download no Google Play
Link para download na AppleStore
LIV LIbras: um dos melhores aplicativos de curso de Língua Brasileira de Sinais
Por diversas vezes eu já falei aqui o quanto acalento a vontade de dominar a Língua Brasileira de Sinais (Libras). E, finalmente, acredito que vou conseguir o muito util ao super agradável ao fazer um curso de Libras completo oferecido pela Faders a funcionários públicos. As aulas começam em abril e terminam em setembro.
Mas paralelo a isso, as aulas podem ser reforçadas por esse aplicativo que nada tem a ver com a Faders mas que eu achei fantástico: Liv Libras. As aulas são em vídeos, de muito boa resolução - pelo menos no smartphone - e tudo muito bem explicadinho e super bem feitos. São 12 aulas, sendo que a primeira é gratuita e as demais custam $0,99 e podem ser comprados diretamente do aplicativo para a loja do Google Play. Porém, só estão disponíveis até a aula seis. As demais serão, segundo o aplicativo, disponibilizadas em breve.
A cada aula que você compra, ganha sinais para compor um dicionário.
O que eu mais curti no aplicativo é o visual, muito bonito, amigável, e clean. Além disso, as informações são precisas e super simples de entender. Eu recomendo fortemente. O melhor até o momento para quem quer aprender Libras.
Detalhes do aplicativo:
Nome: LIV LibrasTipo de deficiência: Auditiva - Pessoas sem deficiência
Função: Ensinar Libras para iniciantes
Minha avaliação: De 1 a 5 - cinco
Sistema operacional: Android e iOS
Preço: Gratuito a primeira aula e demais O,99
Desenvolvedor: Linha Verde Interativa
Contato: linhaverdedeveloper@gmail.com
Link para download no Google Play
Link para download na AppleStore
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EqualEyes - Adapta seu smartphone para quem tem baixa visão
Nessas minhas vivências de testar inúmeros aplicativos é comum eu ver a descrição dele na página do Google Play, criar uma expectativa razoável e ser totalmente decepcionada. Aconteceu diversas vezes. Muitas eu acabo nem escrevendo a respeito porque o aplicativo é tão ruim que, sinceramente, me constrange colocá-lo no blog. Mas, se o meu objetivo é prestar serviço, acho que tenho que falar de aplicativos ruins também, justamente para que os desenvolvedores possam aprimorar seus produtos e que os consumidores possam avaliar se estou certa ou errada na minha crítica.
A questão é que o Equal Eyes se propõe a ser um lancher (aplicativo que muda totalmente o visual nativo do seu smartphone) feito para pessoas cegas, com problemas de baixa visão e outras deficiências. Ao testar, pra mim, ele falhou miseravelmente nos seus objetivos.
Ele tem um visual simples, em alto contraste, preto e branco. Os ícones na tela são enormes, fáceis de serem identificados e isso facilita muito para quem tem baixa visão. Além disso, suporta sintetizador de voz. Porém, embora a interface seja bonita, a voz fala apenas em inglês. Assim como tudo escrito. Então nós, brasileiros, se torna inviável porque a pronúncia de um vocalizador em português falando em inglês não tem como entender.
Mas supondo que você consiga tirar isso de letra, existe outro empecilho para as pessoas cegas, não tem como ficar adivinhando onde estão os botões. Sem contar que o primeiro toque é apenas para marcar e para selecionar é preciso clicar duas vezes bem rápido, o que para pessoas com deficiência não é muito prático.
Eu confesso que não consegui enviar uma reles mensagem justamente por conta desse toque resistivo. Não consegui fazer muita coisa nem com os olhos abertos e nem fechados. Portanto, não cumpre o que promete. Por enquanto, o melhorzinho para pessoas com problema de baixa visão, o melhor até o momento é o Big Laucher.
Detalhes do aplicativo:
Nome: EqualEyes
Tipo de deficiência: Visual
Função: Altera o visual do smartphone
Minha avaliação: 1 de 5 - 1
Sistema operacional: Android
Preço: Gratuito
Desenvolvedor: EqualEyes Solutions ltd.
Contato: contact@equaleyes.com
Link para download no Google Play
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Tipo de deficiência: Pessoas sem deficiência e dificuldades na fala
Função: Mostrar uma frase deslizante no display do celular.
Minha avaliação: De 1 a 5 - 4
Sistema operacional: Android
Preço: Gratuito
Desenvolvedor: Welldonecom
Contato: openedsky@naver.com
Link para download no Google Play
Simple Banner: Comunicação a curta distância

Esse aplicativo não está na categoria de acessibilidade mas se mostrou bastante útil nos últimos dias. Ele tem praticamente a mesma função que o What? aplicativo explicitamente acessível que eu já falei aqui, mas infinitamente melhor. Isso porque é possível escrever frases e se comunicar com alguém a curta distância.
Eu usei recentemente no Ensaio fechado do Duca Leindecker. Para não atrapalhar, eu escrevi a frase: Eu tenho uma pergunta. E imediatamente, a mediadora viu e passou o microfone. Quando meu chefe estava conversando com uma pessoa e eu precisava conversar com ele, escrevi "Posso entrar?" e coloquei o smartphone no vidro para que ele pudesse ler.
O sistema funciona exatamente como um banner de ônibus ou de painel eletrônico. Você escreve uma frase como bem entender, sem limite de caracteres (mas é lógico que quanto menor for a frase mais chance de ser compreendida ela terá). E aperta display. O fato de as letras serem amarelas em fundo preto dá um alto contraste, o que ajuda a visualização por todos, principalmente por quem tem baixa visão.
Quem tem alguma dificuldade na fala também pode utilizar desde que, concomitantemente, não tenha dificuldade para digitar a mensagem, que utiliza o teclado padrão ou escolhido. O problema desse app é que não podemos controlar a velocidade da frase. Mas é bacana testar. Quando o silêncio não é uma opção, tem que se usar a criatividade.
Detalhes do aplicativo:
Nome: Simple BannerTipo de deficiência: Pessoas sem deficiência e dificuldades na fala
Função: Mostrar uma frase deslizante no display do celular.
Minha avaliação: De 1 a 5 - 4
Sistema operacional: Android
Preço: Gratuito
Desenvolvedor: Welldonecom
Contato: openedsky@naver.com
Link para download no Google Play
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Identificador de notas de real para android: Tandera Dinheiro
Faz tempo que procuro um aplicativo na Google Play Store que pudesse reconhecer notas de real. Só encontrava aplicativos que reconheciam Euro e Dólar. O Tandera Dinheiro veio para suprir essa lacuna com muita simplicidade.
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Lupa Magnifier HD: Enfim uma lupa capaz de ler o que está escrito no vidro de esmalte
Numa tarde quente meu irmão me chamou atenção para algo que eu nunca tinha me ligado: que cor tem os esmaltes? A pergunta parece obvia mas a resposta não entra no senso comum. Eu tinha na mão um esmalte da Colorama. O nome dele é "Ventinho Bom". Mas que cor é esse ventinho? Observando o vidro vemos que é um tom violeta, azulado... claro. Por aí. Foi nesse momento que tentamos encontrar uma informação mais precisa no próprio vidro. E quem disse que conseguimos ler as minúsculas letras? Nem o telefone de relacionamento ao cliente foi possível. Nada. Era muito pequeno. Foi aí que comecei a testar lupas no smartphone.
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Achei simples, mas a qualidade de reprodução poderia ser melhor.
Tipo de deficiência: Dificuldade de fala
Função: Comunicação alternativa
Minha avaliação: De 1 a 5 - 3
Sistema operacional: iOS
Preço: Gratuito
Desenvolvedor: Pocket Books
Link para download na AppleStore
Para iPhone e iPad - Voice Generator: O aplicativo que apresenta vozes ao digitar e dar play
Mais uma super colaboração no blog e eu, feliz da vida por isso. Antes de vocês lerem o texto da Soraya, deixa eu contar que conheci essa fofa por meio das redes sociais, há alguns anos. Ela é design e tem talento e criatividade de sobra os quais ela investe em canecas, bloquinhos, almofadas e tudo onde cabem coisas fofas. Além de música, programas de TVe outras linhas de entretenimento, em minha cruzada por acessibilidade, descobrimos esse compromisso em comum. E cá está ela, com o seu primeiro texto o qual ela encontrou tempo entre trabalhos de pós graduação e seu trabalho de design. O lance dela é iOS. Seja bem-vinda, Soso!
Por Soraya Pamplona
O programa que apresenta vozes ao digitar e dar play. Testei a frase "quero frango com batatas", "me ajude", entre outras, mas a qualidade da reprodução ficou meio ruim. Mesmo com alguns ajustes como velocidade de voz, variação e entonação É possível ajustar o volume da voz e você pode comprar outras vozes dentro do próprio aplicativo.
Achei simples, mas a qualidade de reprodução poderia ser melhor.
Detalhes do aplicativo:
Nome: Voice GeneratorTipo de deficiência: Dificuldade de fala
Função: Comunicação alternativa
Minha avaliação: De 1 a 5 - 3
Sistema operacional: iOS
Preço: Gratuito
Desenvolvedor: Pocket Books
Link para download na AppleStore
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A ideia é genial e pode - por que, não? - ser adotada pelos novos prefeitos que assumiram seus mandatos esse ano, louquinhos para mostrar serviço. Como a minha cidade, por uma palhaçada eleitoral ainda não tem prefeito, vou ter que esperar para sugerir essa dica valiosa.
O aplicativo americano que ajuda a fiscalizar o uso indevido das vagas de estacionamento para deficientes: Parking Mobility
A ideia é genial e pode - por que, não? - ser adotada pelos novos prefeitos que assumiram seus mandatos esse ano, louquinhos para mostrar serviço. Como a minha cidade, por uma palhaçada eleitoral ainda não tem prefeito, vou ter que esperar para sugerir essa dica valiosa.
Quantas vezes vemos carros sem a identificação de deficiente ocupando as vagas de estacionamento de maneira indevida? O que a gente faz? Tira uma foto e posta o absurdo no Facebook, no Instagram e o caso termina ali. Mas esse aplicativo tem o mesmo princípio. A diferença é onde essas fotos vão parar e o que acontece com o motorista fanfarrão que ocupa a vaga sem ter o direito.
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Aplicativo ensina o básico da Língua Brasileira de Sinais
Quando eu era pequena era comum ver surdos em paradas de ônibus pedindo esmolas e em troca dando um panfleto com o alfabeto em Língua de Sinais (Libras). Eu sempre tinha um monte pois era uma paixão minha saber isso, mesmo que eu não tivesse com quem exercitar já que, a única amiga surda que tive na infância, nos separamos quando eu tinha oito.
Hoje, com a inserção cada vez maior da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e com suas qualificações, encontrar surdos pedindo esmolas em troca de alfabeto Libras é muito raro. Graças a Deus. Por outro lado, esses panfletinhos são cada vez mais dificeis de serem encontrados.
Quem se interessa pelo tema e quer pelo menos treinar o básico, existe um aplicativo tão simples quanto o nome: Língua Brasileira de Sinais (Libras).
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